Membro de quadrilha de contrabando cita “secretário” e “dois deputados”

Um áudio que integra o inquérito em que a Superintendência Estadual de Prevenção e Combate a Corrupção (SECCOR) investiga uma quadrilha especializada em contrabando de cigarros e bebidas – com a participação, segundo a SSP, de policiais militares e do delegado Thiago Bardal, ex-chefe da Seic – contém uma intrigante afirmação do ex-vice-prefeito de São Mateus Rogério Sousa Garcês Garcia.

Ele é um dos presos na operação que desbaratou o bando na semana passada.

Na conversa, de quase dois minutos, o político pede que o interlocutor tenha paciência para “comer esse veneno”. “É um veneno grande, que nós estamos passando”, diz ele, ao falar sobre mudança de escalas na PM, o que, em tese, teria deixado o grupo sem proteção.

Garcia cita, claramente, influência política para ajudar quadrilha e adianta que, no final do mês de março, após mudança de comando – sem dizer em que instância – “aí nós vamos ter controle total”.

“Realmente complicou, mas eu tô trabalhando via o secretário e dois deputados para gente sanar esse problema. Eu vou tentar levar o Major para o CPAM 3 e o serviço de hoje, as escalas, ele mudou tudo, esse tal de Arlan”, afirma Rogério Garcia. Ele não revelou os nomes do secretário, nem dos dois deputados.

 

 

 

 

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