O Estreito dos Mosquitos mais estreito ainda - Reginaldo Pinho
A interdição de uma das pontes do Estreito dos Mosquitos chega em um momento particularmente sensível, pois temos dois fins
de semana prolongados seguidos, quando o fluxo de veículos naturalmente aumenta e a pressão sobre as rodovias se intensifica.
Não se trata apenas de um problema localizado na região metropolitana da capital. O impacto se espalha por todo o Maranhão.
Cidades do interior, como Caxias, também sentem os efeitos dessa situação, já que muitos moradores utilizam essa rota para
acessar São Luís, seja a trabalho, para resolver questões de saúde, estudos ou mesmo para aproveitar o feriado.
É importante lembrar que as duas pontes foram construídas em momentos diferentes, refletindo também o crescimento da
demanda ao longo das décadas. A primeira estrutura é da década de 1970, enquanto a segunda foi entregue em 2006, justamente
para ampliar a capacidade de tráfego e dar mais segurança a esse acesso tão estratégico. Agora, com uma das pontes
interditada, todo o tráfego passa a ser concentrado na outra estrutura. Isso significa mais lentidão, maior tempo de viagem e um
risco elevado de acidentes, especialmente em períodos de maior movimentação como este. A orientação da Polícia Rodoviária
Federal para redobrar a atenção é essencial, mas sabemos que, na prática, o volume de veículos pode transformar qualquer
descuido em algo mais grave.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que não há risco iminente de colapso da ponte,
afastando comparações com o caso da ponte de Estreito, na divisa com o Tocantins. Ainda assim, a ausência de um prazo claro
para o início dos reparos preocupa e muito. Porque não basta dizer que não há risco. Quando se trata de uma via tão estratégica,
o que a população espera é agilidade. É planejamento. É prevenção.
Para quem está em Caxias e em tantas outras cidades do interior, fica a apreensão, pois qualquer deslocamento até a capital
exige agora mais cautela, mais tempo e mais paciência. E, em situações de urgência, cada minuto conta.
Esse episódio reforça uma realidade que já conhecemos bem, pois a infraestrutura viária ainda é um ponto frágil, e problemas
como esse escancaram a falta de investimentos contínuos e de manutenção preventiva.
Em pleno feriado prolongado, o cenário ideal seria de tranquilidade nas estradas. Mas o que temos é um alerta. E mais uma vez,quem paga a conta é a populaç
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