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Negociações sobre emendas parlamentares colocam Caxias no centro de investigação

Negociações sobre emendas parlamentares colocam Caxias no centro de investigação

Investigadores do Piauí suspeitam que o suposto esquema envolvendo emendas parlamentares em Caxias possa ter relação com a Distribuidora Mercury Medicamentos.

Fonte: ICL Notícias | Autor: Valdir Rios | Esse o POVO não esquece | 19/05/2026 07:41 | 183 visualizações
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Além do senador Ciro Nogueira (PP-PI), o deputado federal Júlio Arcoverde (PP-PI) aparece em mensagens encontradas nos
celulares de empresários investigados pela Polícia Civil do Piauí na Operação Carbono Oculto 86. Os diálogos sugerem
negociações envolvendo emendas parlamentares.

Arcoverde é sócio do senador na empresa JJE Agenciamento de Seguros e Serviços. Com sede em Teresina (PI), a empresa atua
nos setores de reparo, manutenção e comercialização de peças automotivas, de acordo com registros da Receita Federal.

A Operação Carbono Oculto 86 é um desdobramento da investigação homônima que apura um suposto esquema de lavagem de
dinheiro ligado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), com atuação no setor de postos de combustíveis. No Piauí,
a operação recebeu o número 86, em referência ao DDD local.

Ciro Nogueira e Arcoverde não são investigados, mas a Polícia Civil do Estado solicitou o envio do caso ao Supremo Tribunal
Federal (STF), após a investigação identificar menções aos parlamentares com foro privilegiado nas mensagens apreendidas nos
celulares dos empresários Haran Santhiago Girão Sampaio e Danillo Coelho de Sousa.

É em Caxias também onde está registrada a sede de uma das empresas do senador, a Ciro Nogueira Comércio de
Motocicletas (CN Motos), citada na operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e
corrupção ligadas ao Banco Master. De acordo com investigação da PF, o senador recebia uma mesada do ex-dono do banco,
Daniel Vorcaro.

O ICL Notícias entrou em contato com Ciro Nogueira, com o deputado Júlio Arcoverde, com a prefeitura de Caxias e comos empresários Haran Sampaio e Danillo de Sousa, mas não obteve retorno. Em nota enviada à reportagem em abril, após o
caso vir à tona, Arcoverde informou desconhecer “quaisquer menções relacionadas ao seu nome no contexto citado”. Ele
acrescentou que não é investigado no âmbito da operação, “nem em qualquer outro inquérito”.
Contrato milionário na saúde

Os investigadores do Piauí suspeitam que o suposto esquema envolvendo emendas parlamentares em Caxias, citado no
áudio de Danillo, possa ter relação com a Distribuidora Mercury Medicamentos. A empresa é controlada pela Pima Energia
Participações Ltda., que é investigada no âmbito do esquema ligado à máfia dos combustíveis.

A Mercury Medicamentos firmou, entre 2024 e 2025, três contratos com a prefeitura de Caxias para o fornecimento de
medicamentos e material odontológico, que somam R$ 22,9 milhões. No contrato mais vultoso, assinado em maio do ano
passado – com vigência de um ano e valor de R$ 22,5 milhões – o município aderiu a uma ata de registro de preços do Consórcio
de Municípios Médio Paranaíba do Piauí (Comepa), por meio do mecanismo conhecido como “carona”, dispensando a realização de
uma nova licitação.

Em dezembro, no entanto, o Tribunal de Contas do Piauí identificou irregularidades no certame conduzido pelo Comepa e
suspendeu os contratos envolvendo os municípios piauienses Picos e São Gonçalo do Piauí com a Mercury Medicamentos.foram destinados pela deputada federal Amanda Gentil, prima do prefeito José Gentil Rosa Neto. Ela presidiu o PP no Maranhão de outubro de 2025 a abril de 2026.

Mesma empresa aparece no esquema dos combustíveis
A Pima Energia, que controla a Distribuidora Mercury Medicamentos, foi a empresa usada na compra da rede de postos HD, de
Haran Sampaio e Danillo de Sousa. A transação é tratada pelos investigadores como um dos indícios da expansão do esquema da
máfia de combustíveis de São Paulo para o Piauí.

Conforme relatório da Polícia Civil, a Pima Energia foi aberta na capital paulista apenas seis dias antes da compra da rede de postos
HD, o que levantou suspeitas sobre a finalidade da empresa.

Os investigadores também afirmam que, apesar da mudança societária, houve apenas uma “substituição de bandeira (de HD para
Pima e Diamante) sem alteração operacional real”, o que reforçaria a hipótese de uma venda de fachada.

Após a conclusão da negociação, Moisés Eduardo Soares Pereira passou a figurar como único sócio da Pima Energia. Segundo a
Polícia Civil, ele é ex-funcionário de Haran Sampaio e Danillo de Sousa e é suspeito de atuar como laranja dos empresários.

Em março, Haran, Danillo e o ex-assessor de Ciro Nogueira, Victor Linhares, foram denunciados pelo Ministério Público do Piauí
(MP-PI) pelos crimes de adulteração de combustíveis, ocultação de patrimônio, lavagem de dinheiro e associação com Beto Louco e
seu parceiro, Mohamad Hussein Mourad, conhecido como Primo. .

O inquérito havia sido trancado em abril, por determinação judicial, mas após recurso do MPPI, o Tribunal de Justiça do Piauídeterminou a retomada da investigação.

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