Reabertura de ação para cassação de prefeito mergulha Caxias numa tensa expectativa política
Ao contrário do que se imaginava, a disputa pelo poder em Caxias, que muitos batizaram de “segundo turno” da corrida à Prefeitura em 2024, ainda não acabou. Desautorizando o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reabriu a ação por meio da qual o suplente de deputado federal Paulo Marinho Jr. (PL) – encontra-se nesse momento no exercício do mandato parlamentar -, questiona a legalidade da eleição do prefeito Gentil Neto (PP).
A fase da acusação é que o então prefeito Fábio Gentil teria usado recursos da Prefeitura para inflar a candidatura do seu sobrinho, Gentil Neto, cometendo assim o crime de abuso de poder político e econômico, o que, se comprovado, pode resultar na cassação do atual mandatário caxiense.
Na interpretação de Paulo Marinho Jr., que disputou com Gentil Neto, tendo perdido a eleição por pouco mais de 500 votos, “o prefeito está cassado, garantido apenas por uma liminar, que será derrubada logo, logo”.
Ao mesmo tempo em que Paulo Marinho Jr. dispara a o torpedo prevendo que a queda do prefeito e iminente, o prefeito Gentil Neto e o líder do seu grupo, Fábio Gentil disparam em sentido contrário, afirmando que as declarações do seu adversário são factoides e que o atual mandatário está seguro no cargo. Nesse contexto, é fato que Caxias está mergulhada em expectativa quanto a um posicionamento do TSE, que segundo Paulo Marinho Jr., não vai tardar.
Vale lembrar que o Grupo Gentil se movimenta para reeleger a deputada federal Amanda Gentil (PP), a deputada estadual Daniella Jadão (MDB), estando o próprio Fábio Gentil sendo apontado como eventual candidato a suplente de senador na chapa de André Fufuca (PP).
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