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A toga que desceu ao palanque - Ricardo Marques

A toga que desceu ao palanque - Ricardo Marques

Autor: Valdir Rios | Esse o POVO não esquece | 20/05/2026 13:29 | 28 visualizações
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Nelson Rodrigues dizia que toda unanimidade é burra. E talvez acrescentasse, olhando o Brasil de hoje, que toda toga apaixonada acaba virando palanque.

O episódio envolvendo o ministro Flávio Dino não é normal. Ministro do Supremo Tribunal Federal não deveria despertar ódio político. Não deveria provocar amor militante. Não deveria ser visto como líder ideológico, nem como chefe de torcida organizada. Juiz existe para julgar — não para dividir o país entre admiradores e inimigos.

Quando um cidadão comum olha para um ministro do STF e o enxerga como “de esquerda” ou “de direita”, alguma coisa apodreceu na República. A Suprema Corte deixou de ser percebida como árbitro sereno para virar arena política. E isso é devastador.

Pior ainda: as decisões judiciais passaram a ser interpretadas não pela força da Constituição, mas pela suposta preferência ideológica de quem as assina. O brasileiro já não pergunta apenas “o que diz a lei?”. Pergunta antes: “quem é o ministro?”.

Eis a tragédia.

Porque, quando a Justiça perde a aparência de neutralidade, nasce o veneno da desconfiança. E sem confiança na Justiça, a democracia começa a caminhar de muletas.

A ameaça relatada por Flávio Dino é inaceitável. Mas ela também é sintoma de um país intoxicado pela politização de tudo — inclusive da mais alta Corte do país.

E toga não foi feita para disputar eleição emocional com plateia.

Veja o comentário em vídeo (aqui)

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