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A pesquisa e a credibilidade - RICARDO MARQUES

A pesquisa e a credibilidade - RICARDO MARQUES

Autor: Valdir Rios | Esse o POVO não esquece | 25/08/2026 08:40 | 51 visualizações
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Costumo dizer que decisão de juiz, opinião de jornalista e pesquisa eleitoral, quando desfavorável, ninguém gosta.

E isso não é exatamente uma novidade.

O que chama atenção hoje é outra coisa: a crescente dificuldade que os institutos de pesquisa têm para convencer a sociedade de que seus números merecem confiança.

A suspensão de mais uma pesquisa eleitoral no Maranhão reacende um debate que vai muito além dos interesses de candidatos e partidos. O que está em jogo não é apenas um levantamento específico. É a credibilidade de instrumentos que deveriam ajudar a informar o eleitor.

Vivemos um tempo em que as pesquisas são celebradas quando confirmam expectativas e atacadas quando mostram um resultado indesejado. Mas também é verdade que os próprios institutos contribuíram para esse ambiente de desconfiança. Erros relevantes, divergências expressivas entre levantamentos e questionamentos judiciais passaram a fazer parte da rotina eleitoral brasileira.

Quando uma pesquisa é contestada na Justiça, o prejuízo não atinge apenas quem a contratou ou quem aparece bem ou mal posicionado nela. O dano maior recai sobre a confiança pública.

Pesquisas eleitorais são importantes. Ajudam a identificar tendências, avaliar cenários e compreender o humor do eleitorado. Mas sua utilidade depende de um requisito básico: credibilidade.

Por isso, mais do que divulgar números, os institutos precisam demonstrar transparência, rigor metodológico e absoluto respeito às regras eleitorais.

Porque uma democracia saudável precisa de pesquisas confiáveis.

E pesquisas confiáveis dependem, acima de tudo, da confiança de quem as lê.

Veja o comentário em vídeo (aqui)

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