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A gota d’água - Sílvio Cunha

A gota d’água - Sílvio Cunha

Autor: Valdir Rios | Esse o POVO não esquece | 18/05/2026 20:13 | 59 visualizações
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A crise política que explodiu na sessão de segunda-feira 11, na Câmara Municipal de Caxias (CMC), não foi uma coisa
intempestiva, mas enunciada já a bom tempo, e tudo se resume ao embate que hoje é muito forte entre parlamentares que dão
sustentação ao governo municipal, 15 edis dos 19 que compõem a bancada da casa, e a oposição. Desde o início da legislatura já
alertámos para isso.

Pressionado por uma sequência de escândalos políticos e financeiros desde a gestão passada, expostos inclusive pela Polícia
Federal, o grupo no poder vem penando pelos erros cometidos, até chegar ao fato de a justiça eleitoral da região ter cassado por
abuso de poder político e econômico, não somente a liderança maior do grupo, mas também o prefeito que está sentado hoje no
Paço Municipal de Caxias, tornando-os também inelegíveis pelo período de oito anos. Como tal processo ainda não foi julgado
pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, o que deve acontecer muito em breve, segue essa agonia entre os que querem
mudanças já na gestão municipal e os que lutam para manterem-se na esfera das decisões maiores do município.

As pessoas que almejam mudanças no rumo da política local, se não bastassem os muitos escândalos que já aconteceram nos
últimos anos, ficam mais indignadas ao assistir Caxias todo dia envolvida em desmantelos administrativos. O último, envolvendo a
falta de pagamento de proventos de médicos que trabalham na rede municipal de saúde, foi a gota d’água que fez transbordar o
cálice, como sugeriria o grande cantor/compositor brasileiro Chico Buarque de Holanda.

A gota d’água, porque é inadmissível acreditar-se que não há recursos na saúde para garantir os salários de médicosndispensáveis ao bom funcionamento de toda a rede. Até a semana passada, segundo o vereador Daniel Barros (PRD), do início
do ano até abril, cerca de 54 milhões de reais já haviam sido depositados nas contas do município pelo Ministério da Saúde. Na
sessão de segunda 10, ele corrigiu da tribuna da CMC que o montante de repasses já atingia 65 milhões de reais.

apaixonada e incondicional. Quer ver ele virar uma fera, fale mal do município ou o prejudique. Assim, foi o colega Daniel
reverberar a situação e o veterano não se conteve, atacando o prefeito José Gentil Neto (PP) de ser uma pessoa insensível aos
problemas alheios, aos doentes que estão nos hospitais, às crianças que são humilhadas nas cheches, de acordo com as
informações oferecidas por Daniel Barros. E, no aparte que solicitou ao colega, foi incisivo: o prefeito, por não ter mulher e filhos,
é um homem insensível a essas situações que só quem é pai tem condições de avaliar e sentir.

Foi então que, até então calado e ouvindo atentamente os pronunciamentos que se desenrolavam no plenário da CMC, o
vereador Leonardo Barata (Solidariedade), atual líder do governo no parlamento caxiense, resolveu pedir aparte no discurso de
Barros. Não para contestar as denúncias que ele apresentava, mas para confrontar Catulé, ameaçando processá-lo, por entender
que ele usara palavras preconceituosas contra o prefeito. Catulé, ouvindo as palavras do colega, entendeu como deboche a
observação de Barata revelando que ele mesmo não tinha mulher e filhos, embora tivesse marido. E foi desse ponto em diante
que os ânimos escalaram, com ambos se alvejando com palavras pesadas que quase fizeram os dois irem às vias de fato dentro
do plenário. Foram contidos pela turma do “deixa disso”.

Agora vamos aguardar o posicionamento da mesa diretora sobre o caso, e esperar que uma eventual decisão não caia dentro do
espectro de perseguição política, como já ensaiam os parlamentares do centrão diante do processo contra o senador Ciro
Nogueira (PP-PI), por seu envolvimento direto no caso do Banco Master, com certeza o maior escândalo econômico da história do
Brasil. Em nosso país, virou moda o sujeito praticar crime e depois credenciar operações policiais contra ele como perseguições
políticas. E o que é pior: muitas pessoas admiram esses lances criminosos, a coragem e a competência nos ilícitos praticados.
Agora mesmo, em Turilândia (MA), cidade de 33 mil habitantes sob intervenção judicial, com a soltura de 14 pessoas da
Penitenciária de Pedrinhas, envolvidas no desfalque de mais de 56 milhões de reais da educação do município, a gangue foi
recebida com festa pelos correligionários.

A reunião de segunda-feira, porém, teve outros desdobramentos. Inicialmente, chamou a atenção o fato de vereadores da
comissão de saúde hipotecando solidariedade aos médicos que ficaram sem salários. De cara, pressentiu-se que algo os
pressionava a ser contra os termos da nota oficial do Conselho Regional de Medicina do Maranhão (CRM-MA) a respeito. Houve
ainda discussão a respeito de votação de um plano de cargos e carreiras da Guarda Municipal, para ser efetivado até o próximo
dia 20, de modo a beneficiar a categoria dentro do pagamento de maio. Além disso, houve também o pronunciamento do
presidente Ricardo Rodrigues (PT), avaliando o que considera uma traição do deputado Adelmo Rodrigues (PSB) que, em que
pese ter aparecido na política estadual maranhense pelo grupo do ex-governador Flávio Dino, agora não tivera cerimônia em ser
signatário de uma Comissão Parlamentar de Inquérito na ALEMA contra o vice-governador Felipe Camarão (PT), aliado do exgovernador e grande aliado de Soares na época em que ele dirigiu a Secretaria de Estado da Agricultura Familiar do Maranhão.

Mas, enfim, veio o pronunciamento de Daniel Barros, e os ânimos cresceram desmesuradamente. O momento era do último
orador inscrito no grande expediente. Até àquela hora, com intervenção da oposição, os baques se sucederam sobre a turma do
governo. Será que não era preciso fazer alguma coisa para desviar a atenção de tantos desacertos? Como sabemos que na CMC
ninguém é tolo, dá até para pensar que mais um plano para conter o ímpeto da oposição entrou em ação com a intervenção do
líder Léo Barata. E como isso poderia ser feito?! Explorando, por exemplo, a parte sentimental do vereador Catulé, que não
suporta manifestações fora do seu eixo tradicional conservador. Mas será que a exploração da maneira do veterano edil olhar a
sociedade caxiense será capaz de mudar o foco da opinião pública sobre os desmandos que seguem acontecendo em Caxias?
Acreditamos que a luta intestina que é travada nos bastidores pela reeleição de parlamentares que atualmente têm vaga na
Câmara dos Deputados e na ALEMA contribui muito para o acirramento de ânimos em nossa classe política. São tempos, como
os políticos dizem, de vaca desconhecer bezerro, de amizades que são estremecidas na luta ferrenha por um lugar ao sol na
política. Vamos aguardar os novos lances dessa angustiante situação.

O efeito da sessão tumultuada se prolongou à quarta-feira seguinte, que não registrou trabalho parlamentar no plenário da CMC.
Na quinta, porém, deputados estaduais, vereadores e segmentos da população caxiense se encontraram à tarde para uma
audiência no plenário da CMC. A pauta da audiência se concentrou na segurança pública da região, e o evento trouxe a Caxias a
nova titular da pasta no Estado, coronel PMMA Augusta Andrade, o presidente da Comissão de Administração Pública,

Seguridade Social e Relações de Trabalho da ALEMA, deputado Ricardo Arruda (MDB), a deputada federal Amanda Gentil (PP), o
deputado federal Paulo Marinho Júnior (PL), o deputado estadual Catulé Júnior (PP) e a deputada estadual Daniella Meneses
(PSB), autora da proposição na ALEMA que viabilizou o encontro em Caxias. O prefeito José Gentil Neto (PP), convidado de
honra, demonstrou não estar muito à vontade com a presença dos seus mais incisivos adversários em plenário, notadamente os
vereadores Wesley Coutinho (União), Daniel Barros e Catulé, que fizeram questão de se manifestar na ocasião, além, claro, de

Paulo Marinho Jr.
Quando se manifestou, o deputado Catulé Júnior enfatizou já haver destinado cerca de 1 milhão de reais para a segurança
pública do município. No mais, a audiência deixou a impressão de que os órgãos de segurança no município agora irão trabalhar
de forma mais integrada para aumentar a eficiência do policiamento em toda Caxias. Como novidade destacada pela secretária
de estado da segurança, a instalação de mais um batalhão da PMMA na cidade, o 48º BPM, que funcionará no bairro São

Ao longo do fim de semana, assistiu-se muitos sobrevoos de helicóptero policial sobre a cidade. A secretária de segurança fez
questão de conhecer do alto os bairros caxienses, enquanto o patrulhamento policial da PMMA, da Polícia Civil e da Guarda
Municipal esteve em muitas incursões nas ruas e avenidas da cidade. Ressalte-se que o aparelhamento da Guarda Municipal com
armas, realizado por José Gentil Neto, foi muito elogiado durante a audiência pública. Se o trabalho continuar pelos próximos três
meses, tempo estipulado pela secretária de segurança para uma nova avaliação do assunto, o trabalho deve melhorar as
condições de segurança em Caxias.
Pelo menos, assim pensam os otimistas. Mas há quem pense o contrário, como se manifestou uma participação popular na
audiência, questionando se aquele encontro não passava de uma manobra política eleitoral, com vistas às eleições de 04 de
outubro.

Biribiri se foi

Neste sábado 16, o registro do falecimento do cidadão caxiense Carlos Anselmo de Carvalho Silva, aos 69 anos de idade, após
dias de internação no Hospital Macrorregional de Caxias, onde tentava recuperar a saúde debilitada. Carlos Anselmo, filho de
tradicional família caxiense, era conhecido popularmente como “Biribiri”, nome talvez fruto das muitas irreverências que
proporcionava no contexto da boemia caxiense, onde era muito apreciado pelas brincadeiras, especialmente nos períodos de
carnaval e campanhas políticas. É dele, por exemplo, o famoso bordão: “Caxias tem jeito! Biribiri prefeito! Essa é a condição!!!
Mais uma alma alegre e descontraída que se vai. À família enlutada, os amigos, nossas mais caras condolências.

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