Nascimento de caixão: Saiba o que é extrusão fetal após a morte

Nascimento de caixão, conhecido na academia pelo termo mais preciso de extrusão fetal após a morte, é a expulsão de um feto não viável pela abertura vaginal do corpo decomposto de uma mulher grávida morta, como resultado do aumento da pressão dos gases intra-abdominais. Este caso de parto após a morte ocorre muito raramente durante a decomposição do corpo. A prática de preservação química, através do qual os preservantes químicos e soluções desinfectantes são bombeadas para o corpo para substituir os fluídos corporais naturais (e as bactérias que residem neles), fez a ocorrência do “nascimento de caixão” tão rara que o tópico é raramente mencionado nos discursos médicos internacionais.

Tipicamente durante a decomposição do corpo humano, o trabalho das bactérias nos órgãos da cavidade abdominal (tal como estômago e intestinos) gera gases, como produto do metabolismo, que causa o inchamento do corpo. Em alguns casos, a pressão confinada dos gases pode apertar o útero, forçando para baixo, e pode sair e ser forçado para fora do corpo pela abertura vaginal (um processo chamado prolapso). Se um feto está dentro do útero, pode portanto ser expelido do corpo da mãe pela abertura vaginal quando o útero sai, um processo que, para aparências exteriores, imita o parto. As principais diferenças estão no estado da mãe e do feto e no mecanismo do parto: no parto natural, as contrações da mãe encorajam o bebê a sair do ventre; no caso de um nascimento de caixão, a pressão dos gases acumulados no corpo da mulher grávida morta empurra o feto morto do corpo da mãe.

Foram registrados casos pelas autoridades de medicina desde o século XVI, apesar de alguns casos arqueológicos darem provas de que esta ocorrência surgiu em vários períodos da história. Apesar de casos de expulsão fetal após a morte sempre terem sido raros, o fenômeno foi registrado em circunstâncias muito diferentes e é ocasionalmente visto num contexto forense moderno quando o corpo de uma grávida morta é descoberto algum tempo depois da sua morte. Existem vários exemplos que demonstraram que o termo nascimento de caixão é um nome impróprio em várias circunstâncias. Também existem casos onde um feto pode ficar separado do corpo da mulher grávida no momento da morte ou durante a decomposição, apesar destes casos não serem consistentes com o processo descrito aqui, visto que não são considerados verdadeiros casos de extrusão fetal após a morte.

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